There Not There 

video, 12 min, full HD, 1920x1080, 2019

(scroll for stills)

There Not There emerges from Vita Evangelista's visual research Natureza Morta-Viva (2019 onwards), in which they reclaim images of representation that are produced by surveillance mechanisms within digital capitalism, such as G00gle Earth VR, in order to tell stories that relate to the actual sites depicted, but which seem to have been invisibilized in the end result. Creating loopholes in the visuals of three overly represented, touristic sites of the city of Rio de Janeiro, the film surfaces a sort of subjectivity that takes place within technologies of control while it attempts to become critically aware of itself. The film was made mainly from screen recordings of G00gle VR’s original data, except for a few obvious interventions. The visuals, offered by G00gle as representation of the city of Rio de Janeiro, are made out of a combination of satellite mapping, on-site photographs produced by their staff members and images uploaded by anonymous users. Therefore, the artist does not participate in the aesthetic and content decisions of the G00gle graphics. Having also been a witness of these images, they choose where to direct people's eyes, rather playing the role of a driver; a pilot; a different sort of tourist guide; a messenger; a mime artist; a hand that holds a mirror; searching for another way of looking at the world and at the very apparatus on which the work takes place.

Previously shown at the W139 and Sandberg Institute Graduation Show 2019, in The Netherlands.

 

 

 

 

There Not There emerge da pesquisa visual Natureza Morta-Viva (2019 em diante), na qual Vita resgata imagens de representação que são produzidas por mecanismos de vigilância dentro do capitalismo digital, como o G00gle Earth VR, para contar histórias relacionadas aos locais representados, mas que parecem ter sido invisibilizadas no resultado final. Criando frestas nas imagens referentes a três pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro, que são excessivamente representados, o filme traz à tona uma espécie de subjetividade que ocorre dentro de tecnologias de controle enquanto tenta se tornar criticamente auto-consciente. O filme foi feito principalmente a partir de gravações de tela dos dados originais do G00gle VR, exceto por algumas óbvias intervenções. Os recursos visuais, oferecidos por G00gle como representação da cidade do Rio de Janeiro, são compostos por uma combinação de mapeamento de satélite, fotografias produzidas por seus funcionários e imagens enviadas por usuários anônimos. Portanto, Vita não participa das decisões estéticas e de conteúdo das imagens. Tendo também sido testemunha dessas imagens, Vita direciona o olhar, desempenhando um papel mais semelhante ao de um motorista; um piloto; um guia turístico diferente; um mensageiro; um mímico; uma mão que segura um espelho; em busca de outra forma de se enxergar, tanto o mundo, quanto o próprio aparato em que o trabalho se dá.