fluid

experimental documentary film

30 min, full HD, 1920x1080, 2019

(scroll for excerpts & stills)

'fluid' is an intuitive and collaborative documentary film — an intimate portrait of

Vita's mother, shot in a state of emergency. It is a sort of po-ethical visual writing that tries to make sense of feelings beyond reasoning. Made with iphone recordings that were shot during the course of one month, it shows moments of care between Vita and their mother. Ever since a failed surgery that Vita's mother had nine months before this film was shot, a hospital-acquired bacterial infection had been dwelling in her lumbar spine. Threatening her life, she had to undergo the emergency surgery that the film portrays. 

 

Observing the different sorts of transfusions of matter that transit through and transform the human body, the film underlines the extent to which their subjectivities are being mediated by technologies — allowing them to confront the anthropo-centeredness that is inscribed into our beings. Attending to the vulnerable and porous body, their conversation traverses different technologies and fluidities that might afford us a different framework of what it means to be human.

This work was made during my participation in the AIR residency, organized by QTOPIA — Queer Arts Festival and curated by Luca Soudant. Previously shown at POPOP Art and Neus Gallery in the context of QTOPIA — Queer Arts Festival, and at Lab 111 in the context of the Queer Migrant Film Festival, The Netherlands. 

fluid

documentário experimental

30 min, full HD, 1920x1080, 2019

(trechos & stills abaixo)

'fluid' é um documentário colaborativo — um retrato íntimo da mãe de Vita, Cris, gravado em estado de emergência e luta pela vida. Uma espécie de escrita visual poética, que tenta dar sentido aos sentimentos para além das fronteiras da razão, o filme foi inteiramente gravado usando um smartphone. 

Desde uma cirurgia fracassada de coluna a que Cris foi acometida nove meses antes do filme ser feito, uma infecção hospitalar bacteriana vinha se alastrando em sua coluna lombar, o que a levou a se submeter à segunda cirurgia de emergência retratada em 'fluid'. Dialogando com os tratamentos da medicina ocidental, Cris também compartilha com Vita suas experiências em busca de cura e fortalecimento, através da etnomedicina, terapias integrativas e do sagrado feminino. A partir de suas diferentes vivências (Vita, enquanto pessoa não-binária, e Cris, enquanto pessoa cisgênera, que até então atrelava sua identidade de gênero à biologia), Vita e Cris se estranham, dialogam, se escutam, se entendem e se atentam ao que têm em comum a nível de ser humano.  

Observando os diversos tipos de transfusões de matéria que transitam e transformam o corpo humano, o filme destaca as maneiras como, tanto nossa existência quanto nossas subjetividades, são mediadas, o que lhes empurra a confrontar o antropocentrismo que está inscrito em nosso ser. Atentando-se ao corpo vulnerável e poroso, os diálogos de Vita e sua mãe atravessam diferentes tecnologias, alimentos e fluídos, que podem nos oferecer uma visão diferente do que pode significar estar no mundo enquanto seres humanos.